O que é
Entre julho e setembro, quando o Brejo Paraibano esfria, dez cidades da região se revezam recebendo uma semana de programação cultural: música, artes cênicas, exposições, feira de artesanato, trilhas, visitas a engenho e cozinha regional. É a Rota Cultural Caminhos do Frio, que em 2026 chegou à vigésima edição.
A lógica é simples e é o que a torna diferente de um festival comum: em vez de concentrar tudo num lugar, a rota se move. Cada cidade tem a sua semana, e quem acompanha vai atrás.
As dez cidades
- Areia
- Pilões
- Matinhas
- Solânea
- Serraria
- Borborema
- Remígio
- Bananeiras
- Alagoa Grande
- Alagoa Nova
A abertura é tradicionalmente em Areia, na primeira semana de julho. Em 2026 foi de 1 a 5 de julho, seguida por Pilões de 8 a 12, Matinhas de 15 a 19 e Solânea de 22 a 26. As demais entram ao longo de agosto e setembro.
O calendário exato sai a cada ano, perto de junho. Se a sua viagem depende de uma cidade específica, confirme a data antes de fechar passagem.
Por que julho a setembro
Porque é quando faz frio de verdade lá em cima. Areia está a 618 metros de altitude e Bananeiras a 552 — no inverno a média fica em torno de 16 graus, contra mínimas de 22 na orla de João Pessoa.
Para quem está hospedado na praia, a diferença aparece na hora de descer do carro. É a única parte da Paraíba onde casaco deixa de ser exagero.
Nem toda cidade da rota é alta, vale dizer. Alagoa Grande, por exemplo, está a 143 metros: participa pela programação, não pelo clima.
Como encaixar estando na praia
As cidades do brejo ficam entre 110 e 140 quilômetros de João Pessoa, o que dá de duas a duas horas e meia de carro. É viagem de dia inteiro, não de manhã.
Funciona bem assim: escolha a cidade pela semana em que ela recebe a rota, saia cedo, almoce lá e volte no fim da tarde. Se puder dormir uma noite, melhor — dá para ver duas cidades vizinhas e o deslocamento se justifica.
Na semana da rota a cidade enche e a hospedagem local se esgota rápido. Quem decide em cima da hora costuma resolver o problema dormindo na praia e subindo no dia — que é exatamente o que a maioria dos nossos hóspedes faz.
Vale a pena?
Vale se você gosta de cidade pequena, música ao vivo em praça e comida de interior — e se tem tempo. Numa viagem de quatro ou cinco dias, gastar um deles com cinco horas de estrada tira mais do que acrescenta.
Numa viagem de uma semana ou mais, é o melhor programa fora do litoral que a Paraíba oferece no inverno.







