Terra dos Potiguara
Baía da Traição é diferente de qualquer outro destino do litoral paraibano: o município está dentro do território Potiguara, um dos povos indígenas mais numerosos do Nordeste. As aldeias — Forte, Cumaru, Laranjeira, Lagoa do Mato, São Francisco, São Miguel e muitas outras — fazem parte da paisagem e do dia a dia da cidade.
O ritual do Toré, o artesanato, a pintura e a culinária indígena estão por toda parte. É um passeio de praia que também é um encontro com uma das culturas mais antigas do Brasil.
O que ver
- Farol da Baía da Traição — estrutura branca de concreto, o segundo farol erguido na Paraíba.
- Canhões do Forte — peças de ferro do antigo forte português do Alto do Tambá, de por volta de 1625, hoje na Praia do Forte.
- Ruínas da Igreja de São Miguel — igreja dos séculos XVII e XVIII, tombada pelo patrimônio estadual.
- Rio do Gozo e Rio do Sossego — águas calmas e transparentes, cercadas de mata ciliar, perfeitas para banho.
- Lagoa Encantada — água cristalina e vegetação preservada, cercada de lendas.
- Ateliês de artistas potiguaras, com pintura, artesanato e peças de decoração.
Como chegar saindo de João Pessoa
De carro, siga pela BR-101 no sentido norte e pegue as estradas estaduais em direção ao litoral. São cerca de 90 km, perto de uma hora e meia de viagem. Há também passeios de bugue e excursões que saem da capital.
Para rodar entre praias, rios e aldeias, carro ou bugue é o mais prático — as distâncias internas não são grandes, mas o transporte público é escasso.
Dicas para o passeio
Contrate guias e bugueiros locais: além de conhecerem os caminhos, eles fazem a ponte com as aldeias. Leve dinheiro em espécie, repelente e protetor solar, e consulte a tábua de marés se quiser caminhar pela praia.
Combine com o resto do litoral norte: Lucena e Cabedelo ficam no caminho de volta para João Pessoa.







