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Ingá e Mogeiro: a pedra e o que existe em volta dela — João Pessoa e região

Agreste paraibano

Ingá e Mogeiro: a pedra e o que existe em volta dela

A Pedra do Ingá fica a 105 km de João Pessoa e foi o primeiro monumento rupestre tombado no Brasil, em 1944. O que mais há em Ingá e na vizinha…

Foto: Claudio JJ · CC BY-SA 4.0 · via Wikimedia Commons

Resposta direta

Qual a distância de João Pessoa até Ingá?

São 105 quilômetros, cerca de duas horas de carro pela BR-230, no sentido de Campina Grande. Mogeiro fica logo ao lado de Ingá.

A pedra, e por que ela importa

A Pedra do Ingá é um afloramento de gnaisse coberto de inscrições rupestres, estudado por pesquisadores do mundo inteiro e ainda sem interpretação fechada. Foi o primeiro monumento rupestre tombado no Brasil, em 1944.

Fica no Parque das Itacoatiaras, em Ingá, a 105 quilômetros de João Pessoa — cerca de duas horas de carro pela BR-230, subindo em direção a Campina Grande. O parque reúne a pedra e um Museu de História Natural, com peças originais e réplicas.

O rio corre ao redor das pedras. Na época de cheia forma pequenas quedas, e aí a visita muda de caráter — vale conferir o nível da água antes de sair, sobretudo entre março e julho.

O erro que quase todo mundo comete

Ver a pedra, tirar a foto e voltar para a capital. A visita inteira dura menos de uma hora, e é pouco para duas horas de estrada em cada sentido.

Desde 2025 existe uma rota estruturada justamente para resolver isso: a Rota Culturas e Tradições, do programa de roteirização do Sebrae Paraíba em parceria com o governo do estado, ligando Ingá à vizinha Mogeiro. O foco é turismo de experiência — o visitante entra na cozinha, na casa de farinha, na oficina de renda.

O que fazer em Ingá

  • Memorial do Cuscuz — a casa de Dona Lia Mendes, agricultora que começou vendendo cuscuz na rua e transformou o quintal em restaurante. Serve o cuscuz de cabeça amarrada, tapioca e café. Grupos grandes precisam agendar.
  • Fazenda Serra Verde — queijaria premiada, com medalha de ouro no queijo coalho tradicional e prata no queijo de manteiga no 2º Concurso de Produtos Lácteos da Paraíba.
  • Labirinteiras de Chã dos Pereira — vinte e duas mulheres que mantêm a renda de labirinto, passada de mãe para filha, e agora a aplicam também em peças de vestuário. Há loja.
  • Sítio da Pedra Encantada — pousada rural com vinte leitos, pomar, horta e trilhas. Uma leva à furna onde, conta a tradição, o cangaceiro Antônio Silvino se escondia; a outra sobe à Pedra Verde, a 500 metros de altitude, e é feita no fim da tarde por causa do pôr do sol.
  • Pau de arara — o caminhão adaptado que leva gente na carroceria e ainda é como muita gente vai à feira. Para o morador é transporte; para o visitante, é opcional.

A pousada permite transformar o bate-volta em duas diárias, o que muda completamente a conta da estrada.

E o que fazer em Mogeiro

Mogeiro fica colada a Ingá e tem casario colorido. É a parada que quase ninguém faz.

  • Budega de Seu Antônio — em funcionamento desde os anos 1950, com o aspecto original preservado. Serve cachaça no coco.
  • Memorial Casa de Farinha, na Serra do Cabral — conta a importância da mandioca na travessia das secas.
  • Fazenda Vitória — casa de farinha onde o visitante participa do processo inteiro, de descascar a mandioca a cozinhar a tapioca, com restaurante rural ao lado: galinha de capoeira, pirão, farofa d'água e cabidela.
  • Crocheteiras de Mogeiro de Baixo — peças de vestuário, bolsas e artesanato de madeira na parte histórica da cidade.

A região também produz camarão em viveiro e amendoim — o que explica boa parte do que aparece à mesa.

Vale a pena para quem está na praia?

Duas horas de estrada em cada sentido. Como bate-volta só para ver a pedra, não recomendamos: é muito deslocamento para uma visita curta.

Vale em duas situações. Se você já vai subir para Campina Grande, Ingá fica no caminho e encaixa sem custo extra de estrada. E vale como programa de dois dias, dormindo na pousada rural — aí a rota inteira faz sentido e a viagem deixa de ser um deslocamento para virar uma experiência.

Para quem tem quatro ou cinco dias em João Pessoa, o conselho é o de sempre: fique no litoral.

Antes de sair

  • Confirme por telefone o funcionamento do Memorial do Cuscuz, da queijaria e da casa de farinha. São negócios familiares, não equipamentos turísticos com horário fixo.
  • Grupos precisam agendar com antecedência em praticamente todas as paradas.
  • Parte dos acessos é por estrada de terra. Carro comum passa em tempo seco; depois de chuva, confirme.
  • Leve dinheiro em espécie. Nem todo produtor tem maquininha, e o sinal de celular oscila.

Dúvidas

O que costumam perguntar

Qual a distância de João Pessoa até Ingá?

São 105 quilômetros, cerca de duas horas de carro pela BR-230, no sentido de Campina Grande. Mogeiro fica logo ao lado de Ingá.

O que é a Pedra do Ingá?

Um afloramento rochoso coberto de inscrições rupestres, no Parque das Itacoatiaras. Foi o primeiro monumento rupestre tombado no Brasil, em 1944, e as gravuras seguem sem interpretação definitiva.

Dá para fazer Ingá em um dia saindo de João Pessoa?

Dá, mas só a pedra não compensa: a visita dura menos de uma hora e são quatro horas de estrada somadas. Funciona melhor emendando com Campina Grande ou dormindo uma noite na região, o que permite fazer a rota de Ingá e Mogeiro com calma.

O que é a Rota Culturas e Tradições?

Um roteiro estruturado em 2025 pelo programa de roteirização do Sebrae Paraíba com o governo do estado, ligando atrativos de Ingá e Mogeiro: gastronomia, artesanato, casas de farinha, queijaria e trilhas. O foco é turismo de experiência, com o visitante participando das atividades.

Precisa de carro para conhecer Ingá e Mogeiro?

Praticamente sim. Não há transporte turístico regular saindo de João Pessoa, e as paradas da rota ficam espalhadas pela zona rural, parte delas em estrada de terra.

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