De onde vem esta lista
São os 43 pontos do mapa turístico oficial da Secretaria de Turismo do Município de João Pessoa, mais onze que aparecem só no site da secretaria. Não é uma seleção nossa: é o que a cidade escolheu destacar para quem chega.
Organizamos por região, porque o mapa numera em ordem de legenda e isso não ajuda quem está montando o dia. Quem quiser a visão geral antes, comece pelo Guia completo de João Pessoa.
Na orla e no caminho dela (12)
- 01. Farol do Cabo Branco — 19 metros de altura, de 1972, no alto da falésia.
- 02. CAT Ambiental — Centro de Atendimento ao Turista, com mapa impresso e orientação.
- 03. Santuário de Nossa Senhora da Penha — igreja do século XIX encravada na falésia, na Praia da Penha.
- 04. Centro de Convenções — no extremo sul, longe de Tambaú e Manaíra.
- 05. Piscinas Naturais do Seixas — formam-se na maré baixa, em frente à praia do Seixas.
- 06. Ponta de Seixas — o extremo oriental das Américas, onde o sol nasce primeiro no continente.
- 07. Estação Cabo Branco — ciência, cultura e artes, com mirante, projeto de Niemeyer.
- 32. Busto de Tamandaré — onde fica o letreiro João Pessoa, ponto de foto obrigatório.
- 33. Largo de Tambaú — o coração da orla clássica.
- 34. Feirinha de Artesanato de Tambaú — a mais conhecida, aberta à noite.
- 42. Piscinas Naturais de Picãozinho — formação de recifes a cerca de 1.500 metros da praia de Tambaú, de catamarã.
- 43. CAT Tambaú — o posto de atendimento ao turista da orla.
Sobre a Ponta de Seixas e o Farol, o horário do nascer do sol e o que levar estão em Ponta do Seixas, onde o sol nasce primeiro. Para Picãozinho, a tábua de marés manda no passeio — explicamos em Piscinas Naturais de Picãozinho. E a Estação Cabo Branco: Ciência, Cultura e Artes tem artigo próprio, com horário e ingresso.
As praias (6)
- 36. Praia do Cabo Branco — a orla mais tranquila, com a falésia de um lado e o calçadão do outro.
- 37. Praia de Tambaú — a orla clássica, de feirinha e restaurante na calçada.
- 38. Praia de Manaíra — a mais movimentada à noite.
- 39. Praia do Bessa — 5,3 km de areia larga e batida, no extremo norte da cidade.
- 40. Praia da Penha — o extremo sul da orla urbana, com o santuário na ponta.
- 41. Praia Barra de Gramame — onde o rio encontra o mar, já na divisa com o Conde.
O mar é calmo em quase toda a extensão porque a orla é protegida por recifes. A comparação praia a praia está em As melhores praias de João Pessoa e arredores, e a Barra de Gramame, de acesso mais difícil, tem artigo separado: Praia da Barra de Gramame.
O Centro Histórico (20)
Vinte dos 43 pontos estão no Centro, a poucos quilômetros da praia e quase todos a dez minutos a pé uns dos outros. É a maior concentração da lista, e a mais ignorada por quem vem só pela orla.
- 08. Celeiro Criativo e 09. Estação das Artes — economia criativa em prédios recuperados.
- 10. Centro Cultural São Francisco — um dos conjuntos barrocos mais importantes do Brasil.
- 13. Academia Paraibana de Letras — fundada em 1941, num casarão do centro antigo.
- 14. Basílica de Nossa Senhora das Neves — erguida em 1586 pelos primeiros colonizadores, em homenagem à padroeira.
- 15. Mosteiro de São Bento · 16. Igreja de Nossa Senhora do Carmo · 26. Igreja de São Frei Pedro Gonçalves — o conjunto religioso do centro antigo.
- 17. Biblioteca Pública Estadual Augusto dos Anjos — o prédio vale a parada.
- 18. Theatro Santa Roza — de 1889, o segundo teatro mais antigo da Paraíba.
- 19. Casarão 34 — espaço cultural, aberto de segunda a sexta.
- 20. Casa da Pólvora — construção de 1704.
- 21. Casarão dos Azulejos — século XVIII, fachada de azulejos portugueses.
- 23. Praça da Independência — inaugurada em 1922, um século depois da adesão da Paraíba à independência.
- 24. Museu da Cidade de João Pessoa — a história urbana em objetos e mapas.
- 25. Hotel Globo — o pôr do sol sobre o Rio Sanhauá.
- 27. Praça Antenor Navarro — os casarões coloridos restaurados.
- 29. Estação Ferroviária — no Varadouro, ainda em uso: é a parada João Pessoa do trem para Cabedelo.
- 31. Museu Casa do Artista Popular — arte popular paraibana.
- 35. Mercado de Artesanato Paraibano — produção de todo o estado, peça de verdade.
Cada um desses tem horário e detalhe em Museus e monumentos de João Pessoa. E a Estação Ferroviária não é só monumento: dá para usar o trem, como explicamos em Como se locomover em João Pessoa sem carro.
Parques e espaços culturais (5)
- 11. Fundação Espaço Cultural José Lins do Rego — planetário, Estação Ciência, teatro e biblioteca.
- 12. Pavilhão do Chá — na Praça Venâncio Neiva, de 1917, à beira da Lagoa.
- 22. Parque Sólon de Lucena — a Lagoa, o cartão-postal do centro.
- 28. Parque Zoobotânico Arruda Câmara — a Bica, zoobotânico tradicional da cidade.
- 30. Jardim Botânico Benjamim Maranhão — a Mata do Buraquinho, 343 hectares de mata atlântica dentro da cidade.
A Bica e o Espaço Cultural são os dois programas que funcionam melhor com criança — está em João Pessoa com crianças.
Onze que o mapa não traz
O mapa impresso e o site da Secretaria de Turismo não listam a mesma coisa. Estes onze estão no site e ficaram de fora do mapa — alguns por serem recentes, outros por ficarem longe da orla.
- Praia do Seixas — a praia em si, onde fica o extremo oriental. O mapa traz a ponta e as piscinas, mas não a faixa de areia.
- Praia de Jacarapé — falésias e a foz do rio, no extremo sul do município.
- Praia do Sol — recifes, corais e mangue, vizinha à de Jacarapé.
- Igreja da Misericórdia — uma das mais antigas da cidade, no Centro Histórico.
- Paço Municipal — neoclássico do início do século XX.
- Praça João Pessoa — homenagem a João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque, o nome da cidade.
- Praça Pedro Américo — é ela que abriga o Theatro Santa Roza.
- Ponto de Cem Réis — oficialmente Praça André Vidal de Negreiros, marco do centro.
- Fundação Casa de José Américo — a casa do escritor, aberta desde 1982.
- Sereias da Penha — artesanato feito por mulheres da comunidade da Penha.
- Centro de Artesanato Júlio Rafael — vinte lojas de produção artesanal.
Duas observações sobre a lista oficial. O Jardim Botânico Benjamim Maranhão e a Mata do Buraquinho são o mesmo lugar — 343 hectares de mata atlântica dentro da cidade. E o Parque da Lagoa é o Parque Sólon de Lucena: o mapa usa um nome, o site usa o outro.
Como encaixar tudo isso
Não dá, e nem precisa. Numa viagem de quatro a cinco dias, o desenho que funciona é: praia de manhã, um bloco por tarde. Uma tarde para o Centro Histórico inteiro, uma para a Estação Cabo Branco e o Farol, uma para o passeio de Picãozinho — que depende da maré, não da sua agenda.
O roteiro dia a dia está em O que fazer em João Pessoa em 3 dias. Se a viagem for maior, vale abrir para o litoral sul e para Cabedelo.
Quase tudo é gratuito. O que cobra são os passeios de catamarã e alguns museus, e mesmo assim em valores baixos.







